A erosão entre os conjuntos Mutirão e Romaneli, em Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá), que já causou a morte de uma criança de seis anos, começou a ser coberta pela prefeitura. Mas a obra não está agradando aos moradores dos bairros atingidos. ‘‘Só estão fechando o buraco porque chegou perto da creche’’, diz a dona de casa Claudinéia Pereira. A voçoroca, com mais de 500 metros de extensão, divide os dois bairros. Em alguns pontos a profundidade passa de 20 metros.
As obras de contenção começaram há mais de dois anos, mas as galerias não vinham suportando o volume de água que descia pela Avenida Borsari Neto. Toda chuva acabava canalizada na continuação da avenida, levando o leito de terra entre os dois bairros. ‘‘A situação aqui é a mesma desde que me mudei para cá, há 12 anos’’, diz a aposentada Neusa Maria Moraes. Ela reclama que, apesar da prefeitura ter iniciado o aterro da voçoroca, as obras estão devagar.
‘‘O pessoal vem aí, coloca um caminhão de terra e não volta por um bom tempo. Quando chove, tudo vai embora’’, lamenta o aposentado João Bosco da Silva. Ele diz que a casa onde mora, no Mutirão, está caindo por causa do buraco. ‘‘Cada vez que escurece para chover pego as duas crianças e saio de casa’’, conta.
A preocupação maior dos moradores é com as crianças. ‘‘A gente fica o dia inteiro cuidando para as crianças não chegarem perto do buraco’’, conta a desempregada Maria da Glória, que mora em frente da voçoroca. A prefeitura informou que as obras dependem do deslocamento de terra de outros locais para o controle da erosão.Marcos NegriniLocal
perigosoA voçoroca que já provocou a morte de um menor começou a ser soterrada, mas a demora na conclusão da obra deixa irritados os moradores dos bairros atingidosMarcos Zanatta

mockup