Demora e cobrança de cirurgia preocupa família
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A família da dona de casa Margarete de Oliveira Carvalho, 48 anos, internada há quatro dias em um hospital de Londrina devido a uma crise de cálculo na vesícula, está preocupada com a demora na cirurgia e diz que o médico quer cobrar para realizar o procedimento.
A filha da paciente, a auxiliar de enfermagem Fernanda de Oliveira Carvalho, de 24 anos, disse que a mãe já vinha reclamando de dores e há quatro dias passou mal e teve de ser internada. No hospital, ela passou por um exame de ultrassom e foi constatada a causa das dores. O clínico-geral João Rodolfo (o nome completo não foi informado pela assessoria de imprensa do hospital), que prestou o atendimento, teria dito a família que o problema era grave e que Margarete deveria ficar internada. ''Ele falou que era grave mas que pelos R$ 60,00 pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ele não faria a cirurgia'', afirmou Fernanda. Ela disse que o médico teria pedido a quantia de R$ 2 mil para realizar a operação, quantia que a família não tem condições de pagar. A internação da dona de casa corre por conta do Estado.
A assessoria de imprensa do hospital informou que a paciente ainda não passou pela cirurgia por dois motivos: o médico está aguardando o resultado do exame de risco cirúrgico, que deve ficar pronto no início da semana; porque ela tem uma infecção que precisa ser curada. Segundo a assessoria, a paciente está sendo medicada, acompanhada e seguindo dieta. A alimentação foi suspensa ontem porque a paciente reclamou de enjôo. Sobre a cobrança do procedimento, a assessoria declarou que somente o médico citado não faz cirurgia pelo SUS e que outro profissional deverá realizá-la caso fique comprovada a necessidade da intervenção. A Folha tentou entrar em contato com o médico em sua clínica, mas não conseguiu localizar o profissional.


