Demora compromete perícia em garoto
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de agosto de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A demora na coleta de material comprometeu o resultado do exame residuográfico capaz de detectar traços de pólvora quando uma pessoa dispara uma arma feito nas mãos do adolescente de 16 anos baleado por um policial militar no dia 22, no Jardim Riviera, em Cambé. O Instituto de Criminalística de Londrina informou ontem que o exame não foi conclusivo porque o material foi coletado mais de 48 horas depois da ocorrência. O prazo ideal é de cinco horas. A delegada do 1º DP de Cambé, Josane Caldardo, argumentou que requisitou o laudo dentro do prazo legal de três dias que tem para encaminhar o pedido.
O adolescente foi atingido pelas costas na Rua Manoel Borba Gato, no final da tarde do último sábado, quando passava de bicicleta. Ele está internado na UIT da Santa Casa de Londrina. O policial autor do disparo é vizinho da família do garoto há pelo menos 20 anos. Um inquérito policial militar foi instaurado para apurar o fato e o policial que efetuou o disparo cumpre expediente interno no batalhão da PM.
A delegada precisou que as quatro testemunhas ouvidas no inquérito que apura a apreensão do adolescente garantiram que ele não portava nenhuma arma quando foi ferido. Hoje, ela deve tomar o último depoimento. O comando da PM em Cambé sustenta que os policiais teriam atirado depois que o adolescente fez menção de sacar uma arma. O suposto revólver que o adolescente portava só foi entregue à Polícia Civil mais de duas horas depois dos fatos.


