Demitidos operários das obras do HZS e HZN
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Construtora Técnica de Obras Civis Ltda (CTO), de Astorga, responsável pela execução das obras no Hospital da Zona Norte (HN) e Hospital da Zona Sul, demitiu no final da tarde desta segunda-feira, dez funcionários por justa causa. Eles estariam paralisados desde a semana passada, por atraso no salário. Esta é a segunda vez este ano que os trabalhadores protestam por falta de pagamento. Os desentendimentos entre a empreiteira e os operários têm atrasado a reforma e ampliação dos hospitais.
A alegação da empresa é de que os funcionários estariam permanecendo no local de trabalho parados. Os funcionários não concordam com a medida da empresa e prometem entrar na justiça para reinvidicar seus direitos. Para os trabalhadores, que devem se reunir na próxima sexta-feira num protesto em frente à uma das obras, as demissões ocorreram porque os funcionários participaram das paralisações de reinvindicação salarial.
Carlos Gomes de Sá, 36 anos, estava trabalhando na empresa desde agosto de 2006 como vigilante. Revoltado com a situação, ele se sente injustiçado e disse que tinha participado das manifestações porque está com salário atrasado. ''O depósito do meu FGTS está há seis meses atrasado. Eles não pagavam a gente direito e queriam que a gente continuasse a trabalhar? Nós vamos entrar na justiça para rever tudo isso'', disse. Há meses os operários vem enfrentando atrasos nos salários; pelo menos duas paralisações nas obras aconteceram só no final do ano passado.
A reportagem da FOLHA esteve nas duas obras pela manhã de ontem e checou que as atividades continuam, mesmo com as demissões. No HZN, onde antes haviam 30 funcionários, agora apenas 20 continuam trabalhando. No HZS, são 17 operários. Segundo o engenheiro da empresa, Carlos Roberto Surjus, as demissões são normais e não há ligação com as manifestações. ''Eram pessoas que permaneciam na obra mas não trabalhavam, por isso foram demitidas'', disse.
O engenheiro explicou também que houve uma redução no número de funcionários porque as obras estão em fase de acabamento - o que segundo ele - exige mão de obra especializada. Ele acredita que até maio ou junho o trabalho esteja pronto. A Secretaria de Obras do Estado não vai se pronunciar sobre o assunto.


