Cerca de 60 pessoas, que trabalhavam para a empresa Master, encarregada da limpeza do BIG, ficaram por mais de sete horas no estacionamento do hipermercado à espera do pagamento de salários e indenizações e da devolução de documentos.
Eles teriam sido demitidos porque a Master perdeu a concessão de serviço do BIG, que não têm qualquer envolvimento com a questão. A Master, que tem sede em Porto Alegre (RS), havia marcado a data para pagar os contratos de rescisão, mas nenhum responsável apareceu.
A auxiliar de recursos humanos da Master, Rosana dos Santos, disse que a empresa não recebeu e não teria o valor para repassar os funcionários. A informação é negada pelo gerente do setor de segurança, Pedro Santos, que apaziguava os ânimos dos trabalhadores e orientava para que eles procurassem o sindicato. Segundo Santos, o hipermercado fez todos os pagamentos à Master. Mesmo assim, conforme o gerente, o BIG vai pressionar a Master a saldar os débitos.
O auxiliar de serviços gerais Márcio Ramos, 18 anos, disse que os funcionários da Master foram demitidos por preconceito. ‘‘Nenhum de nós foi contratado pela nova empresa porque somos da favela’’, afirmou. Ramos também revela outra irregularidade. Ele não teve a carteira assinada.
O empresário Eliezer Francheschi, um dos donos da Limpinnes, que assumiu a limpeza do BIG, negou a acusação de preconceito. Segundo ele, os funcionários não foram contratados porque não passaram em avaliação técnica.Mauro FrassonSeguranças tiveram de acalmar os demitidos, que esperaram 7 horasJames Alberti

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