Os ex-funcionários do Hospital Universitário de Cascavel conseguiram do governo do Estado a garantia de liberação de parte dos direitos trabalhistas, que haviam sido negados por uma decisão do Tribunal de Justiça. O TJ considerava ilegal o contrato de trabalho dos empregados, porque a admissão foi por teste seletivo e não por concurso público.

Um acordo firmado na última sexta-feira, em Curitiba, com o Ministério Público do Trabalho, prevê o pagamento das horas extras, a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego, com a rescisão dos contratos nas carteiras de trabalho dos 295 funcionários demitidos. No encontro, ficou definido que nesta semana serão fornecidos os termos de rescisão de contrato de trabalho e a baixa nas carteiras, com data de 31 de julho. Com esses procedimentos, os dispensados poderão encaminhar o pedido do FGTS e do seguro-desemprego.

Lauri do Prado, representante dos funcionários, participou da reunião que teve a presença de membros do governo do Estado, do Instituto de Sa© úde do Paraná, do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde e do Ministério Público do Trabalho. Ele afirmou que os servidores não ficaram totalmente satisfeitos com a decisão. ''Nossa expectativa era de conseguir receber todos os nossos direitos. Por outro lado, comemoramos a mudança no discurso do governo, que agora promete pagar tudo o que o Ministério Público definir'', disse.

Na próxima sexta-feira, as partes reúnem-se novamente na Procuradoria Regional do Trabalho e o Instituto de Sa© úde do Paraná irá apresentar a planilha de pagamentos das horas extras efetivamente trabalhadas, o prazo e a forma de quitação. Também será agendada uma nova audiência para discutir o restante dos direitos, como a multa sobre o FGTS, o 13º salário e as férias.

Lauri do Prado disse que foi solicitado aos ex-funcionários que desfizessem o acampamento montado no Hospital Universitário. Mas os demitidos não concordaram. ''Só iremos sair quando todos os direitos estiverem assegurados. Se estão incomodados com as barracas é porque surte o efeito esperado'', declarou. O grupo permanece acampado desde o dia 30 de julho, quando começaram os protestos pela decisão do governo do Estado de não pagar os direitos trabalhistas, baseado na decisão do TJ.

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