Curitiba - A demissão de aproximadamente 25 funcionários do Hospital e Maternidade São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, foi o mais recente impasse gerado pela intervenção na instituição que, desde o ano passado, está sob responsabilidade do município.
O secretário municipal de Saúde, Alan César Diório, afirmou que há um número excessivo de funcionários e que a adequação no quadro é necessária até para garantir o funcionamento do hospital. "Para ter ideia, há apenas duas salas de cirurgia e dez instrumentadoras", apontou. Está em andamento o levantamento das necessidades de pessoal o que pode resultar em novas dispensas.
Hoje, são 600 funcionários, que foram contratados pela Associação Hospital e Maternidade São José dos Pinhais, dos quais 150 estão atuando em uma unidade de saúde da prefeitura. Segundo Diório, estes estão migrando para contrato emergencial com o município até que a situação seja regularizada.
Diório adiantou que o interesse da atual administração é municipalizar o hospital e, dessa forma, constituir repasse regular de recursos dentro da lei orçamentária. Já há um processo de desapropriação do imóvel em tramitação na Justiça e o projeto de municipalização será encaminhado em breve à Câmara, informou o secretário.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) está acompanhando parte das rescisões trabalhistas. O diretor da entidade, Ciro José Batista Silva, disse que pediu informações sobre o número exato de trabalhadores dispensados e que o sindicato irá cobrar o pagamento das indenizações.
Diório justificou que o município não pode usar dinheiro público para compromissos assumidos por uma entidade jurídica. A expectativa é de que a Justiça determine que os recursos da indenização da desapropriação seja usado para as rescisões e dívidas com fornecedores.

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