A crise no turismo tem provocado uma onda de demissões na rede hoteleira, um dos principais ramos responsáveis pela geração de empregos na cidade. O primeiro semestre do ano passado fechou com 541 rescisões, contra 706 do último semestre, alta de 30%, segundo Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de Foz do Iguaçu.
O presidente da entidade, Telmar Carlos Schossler, considera as demissões preocupantes. ''A gente tem notícias de hotéis fazendo demissões em massa. Recentente, um hotel de médio porte, de 120 empregados, demitiu 40'', diz, lembrando que alguns empresários não ''demitiram mais porque não têm dinheiro para pagar os direitos trabalhistas''.
Segundo ele, esse números podem ser maiores porque nem todas as homologações passam pelo sindicato, como é o caso de funcionários com menos de um ano de firma. ''Quando pensamos estar no fundo do poço, vemos vários hotéis fecharam suas portas'', completa Schossler, sem visualizar a curto prazo uma solução para o problema.
O recepcionsita Edgar Chamorro, 31, trabalhou em dois grandes hotéis nos dois últimos dez anos. Demitido em maio, ele conta que a empresa justificativa como motivo para a dispensa o baixo de nível de ocupação, que estava em 10%. ''Na área de hoteleira, estou sem perspectivas de novo emprego'', completa.

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