Duzentos e quarenta contratados pela frente de trabalho, dos 826 que ainda trabalham na prefeitura, devem receber aviso prévio nesta sexta-feira. ''Vamos cumprir o acordo com o Ministério Público, a começar pelo pessoal administrativo'', disse ontem o secretário municipal de Gestão Pública, Glaudio Renato de Lima. Na secretária de Obras, o corte vai atingir nove pessoas, sendo seis trabalhadores braçais. Um número que parece pouco, mas que vai fazer falta para uma pasta que precisaria contratar 300 operários para dar conta de todas as suas funções.
Por conta disso, os londrinenses terão que aguardar com paciência providências para conserto de buracos de rua, bueiros entupidos, praças tomadas pelo mato e árvores que precisam ser erradicadas. ''Pedi para cortar há três anos, depois de um ano e meio eles vieram, quando a metade de uma árvore caiu. As outras duas estão em pé até hoje, cheias de cupim'', criticou a dona de casa Teresinha Melo, 64 anos, que mora na Rua Gumercindo Saraiva, um dos acessos ao Zerão (centro).
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, admitiu a falta de pessoal e a necessidade de mão-de-obra de 300 trabalhadores braçais. Disse que atualmente só pode priorizar os serviços a serem feitos. ''Mandamos uma equipe de avaliação para verificar a urgência do trabalho. Dependendo disto, o solicitante entra na fila'', explicou. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo ele, é a razão para a administração não abrir um novo concurso público. ''Para resolver os problemas vamos ter que terceirizar'', considerou o secretário.
Não bastasse a urgência de limpeza dos 520 bueiros entupidos na cidade, cadastrados em uma lista de espera, árvores condenadas também precisam ser cortadas. ''Esta árvore pode ruir. Tem que cortar'', avaliou o jardineiro José Raimundo Custódio, 43 anos, sobre uma planta da Rua Rui Barbosa, no Jardim Shangri-lá. A poucos metros dali, na esquina com a Rua Castro Alves, outra está despedaçada pelos cupins.
O secretário de Gestão Pública reconhece que falta agilidade aos serviços, mas considerou que ''os problemas estão sendo atacados de acordo com a capacidade financeira do município''. A frente de trabalho tinha mais de dois mil trabalhadores que cuidavam principalmente da limpeza de canteiros e terrenos públicos, sinalização de ruas, limpeza de bueiros e podas.

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