Demissões geram protesto na frente do Frigorífico Chapecó
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quinta-feira, 09 de janeiro de 1997
Gerson da Luz Souza Especial para a Folha 
CASCAVEL - Funcionários do Frigorífico Chapecó e representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cascavel e Região realizaram ontem protesto durante todo o dia contra as demissões em massa na empresa. A manifestação começou às 5 horas, horário em que haveria troca de turno. O objetivo do movimento era paralisar a linha de produção, conseguida em parte. A Polícia Militar acompanhou de perto a situação para evitar tumulto.
As demissões atingiram o pessoal que trabalha no turno da noite, que está gradativamente sendo desativado pelo frigorífico. Ao todo, 350 trabalhadores receberam aviso prévio, sob alegação de que o alto custo de insumos está inviabilizando a produção em alta escala.
O Chapecó iniciou atividades em Cascavel no início de 1996, com 880 funcionários, reduzindo o pessoal para 750 ao longo do ano. Com a demissão em massa, o número caiu para 400, menos da metade dos funcionários que a empresa incorporou ao se instalar em Cascavel.
O presidente do sindicato, Valdevino Pereira de Oliveira, diz que além do grande problema social que as demissões provocam, as rescisões feitas pela empresa apresentam uma série de irregularidades, entre elas o não pagamento da segunda parcela do 13º salário.
O superintendente da unidade, Genésio Ricardo Garbin, justifica que as demissões são inevitáveis e que o Chapecó não teve condições financeiras de efetuar o pagamento do 13º no momento do acerto de contas. Ele afirma que o pagamento da diferença deverá ser feito amanhã.


