Demissão de 20 bancários gera protesto sindical no Calçadão
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terça-feira, 08 de julho de 1997
Luka Morais Londrina 
Dorico da SilvaAlertaO protesto de ontem em frente à agência do Unibanco: sindicato prevê piora na qualidade de serviçosO Sindicato dos Bancários de Londrina realizou, ontem pela manhã, protesto contra a demissão de 20 funcionários do Unibanco, que trabalhavam na agência e na Unidade de Serviços Bancários, instalados no Calçadão. Segundo o sindicato, o corte de trabalhadores atinge todo o País, num total de 700 demitidos pelo Unibanco.
Durante o protesto, clientes e usuários do banco receberam panfleto com informações sobre o processo de redução de despesas desencadeado pelo Unibanco que, segundo o sindicato, extinguiu de 6 mil postos de trabalho nos últimos meses. Mesmo após lucrar R$ 6,9 bilhões com a incorporação do antigo Banco Nacional, dinheiro público repassado pelo governo, ao invés de melhorar o atendimento a clientes e usuários, o Unibanco preferiu apostar na demissão de pessoal, diz a carta aberta.
Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários, José Francisco da Silva, as demissões são causadas pela centralização dos setores de compensação dos bancos, ocorrida a partir de abril. Silva diz que a Confederação Nacional dos Bancários vem negociando com os bancos para reduzir o impacto das demissões. Nós sabíamos que iriam ocorrer demissões mas não imaginávamos que seriam tão elevadas.
Na opinião do sindicalista, o efeito imediato do corte de funcionários será a piora na qualidade dos serviços prestados pelo banco. Silva observou que ontem, dia de pouco movimento, a média de permanência na fila para atendimento foi de 40 minutos. Imagine numa segunda-feira ou dia de pagamento...
O manifesto distribuído no Calçadão apontava outras consequências da medida. Isso vai significar aumento de erros em contas, lançamentos indevidos e a dificuldade para solucionar problemas e outras solicitações dos clientes. De acordo com o sindicato, ontem foi o último dia de trabalho dos demitidos.
Os sindicalistas aproveitaram o protesto para coletar assinaturas pedindo maior segurança nas agências bancárias. Eles pretendem, através do documento, obter a elaboração de emenda ao projeto que trata da segurança nos estabelecimentos bancários. Essa emenda seria para agilizar a aplicação das penas aos bancos que não cumprirem a lei.
A reportagem da Folha tentou ouvir a gerência do Unibanco. O gerente geral pediu para contatar o responsável pela Unidade de Serviços Bancários, José Carlos Oliveira, que disse não estar autorizado a falar sobre o assunto.


