A morte do presidente da Funai, Sulivan Silvestre, não pode atrapalhar os processos de dermacações de terras indígenas no Paraná. A expectativa é do índio xocleng Ludovico Monconã, que considerou Silvestre, morto em acidente aéreo na segunda-feira, em Goiânia, como o único presidente da Funai que estreitou as negociações com as comunidades indígenas.
Ludovico, que se candidatou a deputado federal pelo PSDB no ano passado, acredita que o sucessor de Silvestre continue a dialogar com os índios. ‘‘Sempre que havia um problema, ele estava lá pessoalmente para negociar’’, recordou. O xocleng lembra com desprezo da gestão de Julio Gaiger, antecessor de Silvestre na Funai, quando índios chegaram a ser agredidos por policiais em Brasília durante protestos.
Para o administrador-executivo regional da Funai, João Gilberto da Silva Nogueira, a política de demarcações de terra promovida pela Funai não vai parar. ‘‘É um compromisso do próprio presidente da República. O presidente da Funai é um executor do pensamento do governo’’, observa. Ele disse que morte de Sulivan Silvestre é uma perda considerável diante do avanço que ele promoveu na questão das demarcações. (D.V.)

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