Cirurgias de mudança de sexo podem ser feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o procedimento tem uma série de requisitos. Homens que pensam, agem e se entendem mulheres são a maioria dos pacientes.
''Elas vivem em extremo conflito, não são promíscuas e acabam ficando isoladas porque não aceitam a situação. Esse público raramente é visto no hospital e quando aparece geralmente é caso de tentativa de suicídio e depressão'', definiu a psicóloga Valéria Elias de Araujo, do Hospital das Clínicas de Londrina.
Na cidade, quatro cirurgias como esta foram realizadas desde a formação do grupo no HC, há oito anos. O procedimento envolve ginecologista, urologista, endocrinologista e psiquiatra, além de psicólogo e assistente social.
As transexuais atendidas em Londrina são profissionais e três delas têm curso superior. Atualmente três pessoas estão em atendimento no HC. ''Existe demanda, mas não temos mais o cirurgião, a volta do grupo é muito importante'', defendeu Valéria. (M.A.)

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