Para o superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahad Haddad, apesar de bem equipado, o número de leitos de UTI é insuficiente para atender a demanda da região. Londrina é hoje sede de cinco regionais de saúde, o que corresponde a 1,8 milhão de pacientes que necessitam de serviços de alta complexidade.
Nos últimos dois anos houve um acréscimo no número de leitos de UTI na macrorregião, mas a defasagem ainda é de cerca de 120 unidades, que podem ser construídas nas regionais e não necessariamente nos hospitais londrinenses.
''Hoje Londrina tem 216 leitos de UTI, em 2005 eram 197. Mas se seguirmos o mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde, que diz que 6% dos leitos disponibilizados devem ser destinados à UTI, precisaríamos ter 322 leitos'', calcula Haddad.
Ele justifica a necessidade de mais leitos em decorrência do aumento da população e também da violência. ''As pessoas estão envelhecendo e correndo o risco de adquirir doenças graves. Além disso há um excesso de segurança por parte dos médicos, que por medo de processos judiciais, preferem internar qualquer doente na UTI'', completa. (M.G.)

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