DEMANDA - 47 quilos a menos e uma vida mais feliz
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sexta-feira, 17 de junho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
A estudante universitária Natália Basilio Marçal Silva, de 33 anos, fez a cirurgia bariátrica há pouco mais de três anos. Ela foi magra até os 24 anos, quando começou a engordar. O ganho de peso, acredita, foi desencadeado pela combinação de vários fatores, como a mudança da irmã de cidade, a quem era muito apegada, ao uso contínuo de medicamentos à base de corticoides para controlar as crises de asma e alterações na rotina, que reduziram as caminhadas que fazia diariamente de casa até o trabalho. Insatisfeita, ela tentou dietas e até fez uso de remédios para emagrecer, mas nada funcionou.
Com 1,62 metro de altura e pesando 95 quilos, a estudante procurou um ortopedista após a gestação da filha porque sentia muitas dores no quadril. Junto com o diagnóstico de bursite veio a indicação para a cirurgia bariátrica. "Fiquei espantada porque, para mim, essa cirurgia era para pessoas com mais de 180 quilos, mas o médico me disse que meu IMC (Índice de Massa Corporal) e as comorbidades levavam à cirurgia", contou. Além da bursite, Natália sofria de hipertensão arterial, desenvolvida durante a gravidez.
Após a consulta com o gastroenterologista, foram seis meses de preparação até que Natália pudesse fazer a cirurgia. A ansiedade fez com que engordasse um pouco mais e ela foi para o centro cirúrgico pesando 99 quilos. Apenas seis meses após a cirurgia, a balança já indicava 47 quilos a menos. "O médico disse que eu emagreci como um homem emagrece após a bariátrica e um ano e meio depois da cirurgia, ele pediu para eu dar uma engordadinha e liberou todos os alimentos. Eu estava muito magra, com 52 quilos", relembrou. "Hoje, fico entre os 59 e os 60 quilos."
Natália teve que se adaptar às mudanças que esse tipo de procedimento exigem, mas leva uma vida normal e se diz muito mais feliz agora. "Sou a pessoa mais feliz do mundo. Antes, eu não saía de casa, vivia deprimida porque ouvia muitos comentários sobre o meu peso, muitas piadinhas, tinha muita cobrança da família. Todo mundo fala que com a redução de estômago a gente vive doente, não consegue se alimentar. Eu como de tudo e não tenho problema de saúde. Acho que porque nunca pensei negativo. Sempre pensei que a cirurgia seria para melhorar."

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