Delegados são removidos da 17ª SDP de Apucarana
Maurício Borges
De Apucarana
O manifesto público divulgado na sexta-feira por juízes, promotores e lideranças comunitárias de Apucarana, reagindo contra a onda de violência e corrupção na 17ª Subdivisão Policial, surtiu efeito imediato. O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, João Ricardo Kepes Noronha, assinou ontem portaria determinando a transferência do delegado operacional João Aquino para Nova Londrina (100 km ao norte de Paranavaí).
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Por coincidência, está sendo baixada uma portaria visando uma permuta de funções entre os delegados Gérson Almeida Santos e Hélio Nunes Pires. Santos, que ocupava o cargo de delegado-adjunto em Apucarana, retorna para Faxinal, enquanto Pires passa a ocupar o cargo vago na 17ª SDP.
Membros do Conselho Comunitário de Segurança fizeram questão de assinalar ontem que Santos era o delegado mais atuante na cidade e que não há qualquer fato que desabone sua conduta no período em que esteve em Apucarana.
Quanto ao delegado operacional João Aquino, consta uma recente denúncia feita pelos estelionatários Márcio José Vasconcelos e João Mosson. Aquino teria dado cobertura num golpe de extorsão mediante sequestro, aplicado em julho contra um empresário nordestino, e que rendeu R$ 90 mil à quadrilha. Os dois estavam presos em Apucarana e, após a denúncia, formulada perante o juiz criminal Humberto Gonçalves Brito, foram transferidos para Londrina, por medida de segurança.
Segundo informações obtidas na Divisão de Polícia do Interior, ainda estão em estudo outras mudanças e medidas administrativas em relação à 17ª SDP. No manifestado assinado por três juízes, quatro promotores, representantes da seccional local da OAB, da Associação Comercial e do Conselho Comunitário de Segurança, é pedida a substituição da cúpula da Polícia Civil de Apucarana, por ineficência e suspeita de corrupção.





