Delegados de polícia do interior estão revoltados com o valor do teto salarial instituído para servidores do Estado. Eles se sentem prejudicados e marginalizados porque apenas 87 delegados de Curitiba e chefes de subdivisões tiveram o privilégio de terem eliminados o chamado redutor nos seus salários.
Em 1991, os beneficiados ingressaram com pedido na 4ª Vara da Fazenda Pública para suspender o redutor e obtiveram ganho de causa. Em janeiro deste ano, começaram a receber seus salários integralmente. Pela sentença proferida pelo juiz Francisco Pinto Rabelo Filho, o Governo deve extinguir o redutor da categoria.
O delegado de polícia deveria receber R$ 7.032,49, incluindo o adicional que muda conforme o tempo de serviço de cada um. Com o redutor, o salário dos delegados é de R$ 2.625,99. O delegado tem isonomia com os promotores, que não têm o redutor em seus salários.
Na semana passada, durante a visita do governador Jaime Lerner à Exposição Agropecuária de Maringá, uma comissão de delegados de polícia entregou um documento pedindo a extinção do redutor. Cerca de 400 delegados estão sendo prejudicados pelo redutor implantado na administração do ex-governador Álvaro Dias (PSDB), seguindo a Constituição Federal, que estabeleceu o teto salarial para funcionalismo público. O teto foi baixado por uma lei do governo Roberto Requião, em 93, quando intituído que o teto salarial seria de 20 vezes o menor salário pago ao funcionalismo do Estado (cerca de R$ 141,00).
‘‘Trata-se de uma injustiça o que estão fazendo conosco. Diminuir nossos salários significa nos desrespeitar e agredir nossos direitos’’, criticou o delegado Nelson Max Hummig, um dos líderes do movimento contra o redutor.
Os delegados prejudicados também entraram na Justiça contra o redutor salarial mas não obtiveram êxito. Hummig informou que na próxima segunda-feira, caso não haja um pronunciamento do Governo do Estado, haverá uma reunião em Curitiba para os delegados tomarem providências a respeito.

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