Delegados querem exclusão do redutor salarial
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de agosto de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Curitiba
Os delegados de polícia do Paraná querem uma resposta imediata do governo sobre a reivindicação de excluir do alcance do redutor salarial a verba de representação, que é de R$ 3.822,00 mensais. A categoria já tem decisão judicial favorável nesse sentido, mas o governo aguarda o julgamento do recurso. Ontem, cerca de 250 delegados fizeram assembléia em Curitiba e decidiram pedir audiência com o governador Jaime Lerner para discutir o assunto, antes de marcar nova assembléia.
O redutor é um mecanismo legal que não permite a qualquer funcionário público ter salário superior a 20 vezes o menor salário pago pelo Estado, o que equivale a R$ 2.836,36. A briga dos delegados é porque a verba de representação é incluída nesse cálculo, o que resulta em cortes de até 40% nos vencimentos.
O governo já excluiu a verba do cálculo do redutor para os procuradores e advogados do Estado. Um grupo de 87 delegados também conseguiu o benefício na Justiça. Isso gera uma desigualdade. Há delegacias em que o adjunto ganha mais que o titular, disse o presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), Ricardo Noronha.
Segundo ele, a entidade quer evitar uma paralisação, mas não pode descartá-la caso o governo não aceite a reivindicação. Os delegados aceitam abrir mão dos atrasados, desde que o benefício seja concedido imediatamente.
O diretor geral da Casa Civil, José Cid Campelo, disse que o assunto deverá ser analisado na próxima semana pelo Conselho de Política de Pessoal. Ele adiantou que no momento o governo não tem caixa para atender o pedido, cujo impacto na folha salarial seria de R$ 1 milhão mensais. O governo também espera o julgamento do recurso, que será apresentado até 2 de setembro.


