Os assistentes de segurança da região de Campo Mourão, exonerados dos postos de delegado em 22 municípios, estão apelando aos políticos para serem reconduzidos aos cargos. Um decreto do governo do Estado acabou com a função de assistente desde a última segunda-feira. ‘‘Somos pais de família e sempre fizemos um trabalho honrado em defesa da segurança’’, diz o ex-assistente Antônio Rodrigues dos Santos, do 1º Distrito de Campo Mourão. Ele alerta que em alguns municípios, onde a prefeitura paga o salário dos auxiliares, as delegacias estão com as portas fechadas.
Santos diz que a primeira ordem é que todos os assistentes suspendam o atendimento, mesmo onde não existe outro funcionário na delegacia. ‘‘Não podemos manter o atendimento sem estar oficialmente no cargo’’, argumenta. Ele lembra ainda que a função de assistente de segurança, que é ocupada por indicação, exige que a pessoa tenha um comportamento de acordo com o que exige o cargo. ‘‘Não tínhamos estabilidade, e sempre buscamos prestar o melhor serviço à comunidade’’, afirma.
Na semana passada, antes da exoneração oficial, os assistentes iniciaram um trabalho de mobilização das lideranças políticas da região. Segundo Santos, os prefeitos da região apóiam a manutenção dos cargos, já que o Estado não tem delegados nem em sedes de comarca, onde a função deve ser ocupada por bacharéis em Direito. O prefeito de Janiópolis, Julio Batista Guimarães (PPB), presidente da associação dos municípios da região, disse que estava tentando uma audiência com o secretário estadual de Segurança, Candido Martins de Oliveira.
O prefeito acha que a saída imediata é manter os assistentes. ‘‘Mesmo que seja preciso reciclar parte desse pessoal’’, diz. Ele explica que alguns municípios menores, que também apresentam problemas na área de segurança, estão sem ninguém para atender à população.

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