Delegados contestam números
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segunda-feira, 09 de junho de 2003
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Os números divulgados no relatório da Polícia Militar do Paraná são contestados pelo delegado-chefe da 15 Subdivisão Policial (SDP) de Cascavel, Valmir Soccio. Ele admite que houve aumento no número de homicídios registrados no primeiro quadrimestre do ano, mas apresenta números inferiores aos da PM.
De acordo com ele, foram 26 homicídios dolosos praticados de janeiro a abril deste ano, contra 18 no ano passado. Para Soccio, o ano de 2002 foi atípico, com redução de 43% no número de homicídios em comparação com o ano anterior. Ele destaca ainda que o índice de casos solucionados em Cascavel cresceu em 2003. ''Dos 30 crimes ocorridos em todo este ano, solucionamos 29'', concluiu.
O delegado-chefe da 10 SDP de Londrina, Jurandir André, também questionou os números e não quis comentar o assunto sem ter os dados em mãos. Segundo ele, outras pesquisas envolvendo a criminalidade do município já foram divulgadas com erros. Ele admite, contudo, a escalada da violência em Londrina. ''Cada ano aumenta a violência e o número de crimes, isso é fato e está atrelado com as condições sócio-econômicas da cidade, mas é certo que o índice de resolução dos latrocínios foi de 100%'', afirmou.
Para o delegado-chefe da 6 SDP, em Foz do Iguaçu, Haroldo Davison, a queda do número de homicídios depende de que a comunidade tenha consciência que será punida e presa pelo delito cometido. Ele destacou que o número de homicídios, na cidade, diminuiu 22% nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2002. Segundo ele, a maioria dos assassinatos deste ano foi resultado do tráfico de drogas e acerto de contas entre quadrilhas, além de ter como vítimas pessoas ligadas à atividades ilegais. (Colaboraram Adriana Savicki e Alexandre Palmar)


