Delegado vai ouvir família de Anderson
O delegado Marcos Belinati, do 1º Distrito Policial (DP), deve ouvir na segunda-feira pela manhã o depoimento do pai, da mãe e de um irmão de Anderson Amaurílio da Silva, no inquérito que apura responsabilidades pelo tumulto no Terminal Urbano, no último dia 13.
Ele afirmou também que aguarda o laudo de necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) para verificar se as lesões sofridas por Anderson no atropelamento foram agravadas pela forma como ele foi carregado por PMs.
A família de Anderson irá pleitear uma indenização, alegando que enfrenta dificuldades financeiras porque não contará mais com o dinheiro da pensão que o rapaz recebia por ser deficiente visual e mental. O capitão Sérgio Dalbem, do 5º Batalhão, afirma que Anderson foi retirado da única forma que ''era possível no momento''.
''Ele estava embaixo do ônibus, que estava sendo apedrejado, os vidros estavam caindo. O Anderson poderia ter sofrido ferimentos mais sérios. Devido à confusão, os policiais não tiveram muito tempo'', explicou o capitão. Ele também negou as acusações da família de que Anderson teria sido empurrado no momento do acidente. ''É só rever as imagens feitas pela televisão'', disse.





