Delegado vai cobrar taxa de banco que soar alarme falso
Lucinéia Parra
De Maringá
A delegacia de Maringá vai cobrar das agências bancárias da cidade uma taxa de R$ 131,24 a cada chamada por disparo acidental dos alarmes. A medida foi tomada em função das constantes chamadas falsas de assaltos nas agências que estão interligadas ao sistema de alarme instalado na delegacia.
O delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial, Roberto Fernandes, disse que as falsas chamadas de bancos estão prejudicando o trabalho dos policiais. A cada disparo da central de alarme na delegacia enviamos uma viatura com três policiais e quando eles chegam lá não ocorreu assalto nenhum, justificou. Segundo Fernandes, as falsas chamadas vêm ocorrendo com muita frequência, numa média de até quatro por dia.
Na maioria dos casos, o alarme é disparado pelos próprios funcionários das agências que acidentalmente esbarram no sensor. Além disso, insetos que passam sobre o sensor do alarme também fazem o aparelho disparar acionando a central. Em outros casos, os disparos constantes são provocados por defeitos no equipamento. Existem 16 agências bancárias e duas transportadoras de valores interligadas com a central da Delegacia de Maringá. O sistema, conforme o delegado, é mantido pelos bancos e foi criado para garantir a segurança das agências.
Em caso de assalto, qualquer funcionário poderá acioná-lo. O som do alarme é disparado na central instalada na delegacia. Quando deslocamos policiais para atender um falso assalto deixamos de atender outras ocorrências que realmente estejam acontecendo, lamenta o delegado.
A cobrança da taxa é prevista pela lei estadual 7257, de 30 de novembro de 1979. As agências que acionarem o alarme acidentalmente ou por qualquer outro motivo que não seja efetivamente por causa de assalto, terão que recolher a taxa até o último dia do mês





