Maurício Borges
De Apucarana
O delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Ricardo Kepes Noronha, esteve ontem em Apucarana para dar posse a Nabor Sottomaior no cargo de delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial, substituindo Otacílio Bovolin. A troca de toda a cúpula da Polícia Civil de Apucarana havia sido reivindicada em manifesto público assinado por juízes, promotores e representantes da seccional local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Comunitário de Segurança e Associação Comercial.
O documento, remetido à Secretaria de Segurança Pública, Tribunal de Justiça do Estado, Corregedoria-Geral de Justiça, Corregedoria-Geral da Polícia Civil e Procuradoria-Geral de Justiça, foi elaborado a partir de uma onda de crimes na cidade e da suspeita de envolvimento de investigadores e delegados com quadrilhas de golpistas.
Ao empossar Sottomaior, o delegado geral anunciou que Apucarana irá merecer uma atenção especial e que nenhum crime ficará sem elucidação. ‘‘Casos como a morte do estudante de direito Anderson Gomes Ferreira, e do garçom Ilson Aparecido de Oliveira não ficarão impunes’’, garantiu Noronha. Ele disse que este é um compromisso da Polícia Civil com a sociedade e as famílias das vítimas.
De acordo com Noronha, o delegado Nabor Sottomaior, que ocupava a chefia do Departamento de Polícia do Interior, em Curitiba, foi convidado a assumir a 17ª SDP devido à sua liderança e experiência. ‘‘Ele já atuou em várias cidades da região e tem plenas condições de desenvolver um bom trabalho em Apucarana’’, afirmou Noronha. ‘‘A cidade passa a dispor de um dos melhores delegados do Estado’’, disse.
Noronha disse que confia em Otacílio Bovolin. ‘‘Não há nada de irregular em sua administração ou qualquer desvio de conduta que desabone sua ficha’’, frisou o delegado geral. Bovolin permanecerá em Curitiba, aguardando vaga para retornar a uma delegacia do interior.
Ao assumir a chefia da 17ª SDP, Sottomaior manifestou sua satisfação de retornar a Apucarana, onde já atuou como delegado em duas ocasiões. Ele explicou que está fazendo um levantamento geral da situação de pessoal e equipamentos para, em seguida, formar sua equipe de trabalho. São apenas 13 investigadores em Apucarana e está faltando combustível para as viaturas. Noronha foi informado que, por falta de recebimento o posto de combustíveis que abastece os veículos da polícia, decidiu paralisar o fornecimento. O último pagamento foi feito em julho.
Os investigadores Cézar Spack e Antônio da Cruz, suspeitos de dar cobertura num golpe de extorsão mediante sequestro, tiveram prisão preventiva decretada.

mockup