O delegado de Ivaiporã (130 km ao sul de Apucarana), Aparecido Antônio Gregório, está mantendo contatos desde ontem com outras delegacias, tentando vagas para acomodar os 29 presos que deverão ser transferidos da cidade. De acordo com decisão do juiz Alexandre Kozechen, que decretou a interdição da Cadeia Pública de Ivaiporã, o delegado tem 10 dias de prazo para desocupar o prédio.
Segundo Gregório, por enquanto existe apenas a reivindicação de vagas. ‘‘Esperamos que os presos possam ser acomodados em presídios de Apucarana, Maringá, Londrina e até Curitiba, além da delegacia de Faxinal’’, informou.
Sete meses depois de requerido pela promotora Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna, o pedido de interdição foi atendido anteontem, em decisão do juiz da Vara Criminal de Ivaiporã. O processo só foi julgado agora, porque faltavam laudos de perícia e a conclusão de um análise estrutural do prédio, que estava sendo feito por um engenheiro da prefeitura local.
A cadeia da cidade ficou bastante danificada após a rebelião de presos ocorrida em setembro de 98 e outras 7 tentativas de fuga que ocorreram depois. A última foi este mês.
A precária situação do prédio, somada às condições de insalubridade do ambiente, foi mostrada em reportagem publicada pela Folha há uma semana. Além da falta de ventilação no interior dos cubículos, os presos estão expostos a riscos de contaminação, com vazamentos da rede de esgotos.
A reforma do prédio, com reparos internos e construções externas, foi orçada em R$ 65 mil, mas caso a prefeitura assuma a mão-de-obra, o custo poderá cair para cerca de R$ 15 mil.

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