Delegado tem novo prazo para investigar 3 por 1
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de outubro de 1997
Londrina 
A Justiça Federal devolveu anteontem ao delegado João Luiz do Prado, da Polícia Federal, o inquérito que apura o golpe três por um (lavagem de dinheiro). O delegado havia solicitado novo prazo para concluir o inquérito, instaurado em 1996.
O delegado Prado informa que a principal diligência que falta é a de descobrir nomes dos proprietários de telefones de vários estados brasileiros que supostamente estariam envolvidos no caso. Segundo ele, são aproximadamente 120 números de telefones (entre celulares e convencionais) usados para intermediar contatos entre os falsários e as vítimas. Queremos saber o grau de culpabilidade dessas pessoas.
A Justiça Federal deu um prazo de 60 dias para o delegado concluir as investigações. O inquérito apura os golpes que eram aplicados na região contra fazendeiros e empresários interessados em comprar dólares falsos. Esses golpes foram descobertos no primeiro semestre do ano passado e 18 pessoas estão envolvidas, acusadas de formação de quadrilha, falsificação de dinheiro e tentativa de suborno.
Em outubro do ano passado, por solicitação da Procuradoria Geral, as investigações foram desmembradas em dois inquéritos. No primeiro está indiciado Dirceu Barbosa Veleda, acusado de ser o mentor de todos os golpes e chefe da quadrilha.
Também estão envolvidos no caso o ex-delegado-chefe da 10ª SDP, Clóvis Galvão Gomes, e o ex-superintendente da 10ª SDP, Jorge Luis Pereira de Camargo. Ambos foram indiciados no segundo inquérito.


