A Polícia de Londrina acredita na hipótese de que o funcionário público Édison de Arruda Américo, 34 anos, tenha sido executado. O corpo do servidor, que estava desaparecido desde o dia 20 de maio, foi encontrado na sexta-feira e sepultado na manhã de sábado.
Segundo informações obtidas ontem à tarde pelo delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Acácio Azevedo, junto ao Instituto Médico-Legal, a morte de Édison Américo ocorreu três dias depois de seu desaparecimento. Ainda conforme o IML, Édison foi jogado no Rio Couro de Boi, nas proximidades de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), já morto, com dois tiros na cabeça disparados à queima-roupa.
Na autópsia também foram observados hematomas no olho esquerdo e testa, o que leva a crer que a vítima tenha sido agredida a pauladas, pontapés ou socos. Os projéteis que atingiram o crânio do funcionário público não foram encontrados no corpo, o que vai prejudicar as investigações para saber qual o calibre da arma usada para matá-lo.
O servidor público foi visto pela última vez com vida na noite de 20 de maio, quando saía no seu carro, um GOL, junto com mais três homens. O corpo foi encontrado em adiantado estado de putrefação, boiando no Rio Couro de Boi.
‘‘Devemos investigar todas as hipóteses até que se esclareça tudo sobre a morte de Édison’’, afirmou Acácio Azevedo. Pelas características do crime, o delegado enfatiza que a principal possibilidade é a de que ele tenha sido executado.
Conforme o delegado, se houve execução, o trabalho investigativo vai definir se o motivo teria sido para queima de arquivo (quando a vítima tem conhecimento sobre determinado fato) ou vingança.
O delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim Antônio de Melo, que apura o caso, também não descarta a hipótese de execução. No entanto, afirma que é muito cedo para se fundamentar em uma só possibilidade. ‘‘Abrimos um leque para descobrirmos quem praticou o crime. A única coisa que temos certeza é que foi um latrocínio (roubo seguido de morte)’’, afirmou.
Sobre essa hipótese, o delegado Azevedo afirma que o crime poderia ter sido ‘‘maquiado’’ para, propositalmente, dar esta impressão e, consequentemente, confundir a polícia nas investigações. A polícia tem a confirmação de que três homens usando o cartão magnético de Édison retiraram R$ 600,00 do caixa eletrônico do Banestado. O carro dele foi abandonado, sem as quatro rodas, nas proximidades do Lago Igapó.

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