Delegado sonda nomes para 10 SDP
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terça-feira, 31 de dezembro de 2002
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O futuro delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, esteve ontem durante todo o dia em Londrina conversando com ''formadores de opinião'', conforme ele próprio definiu, para levantar nomes para o cargo de delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), que atende a região. Oliveira afirmou que o escolhido deve ter o nome submetido à apreciação do governador eleito Roberto Requião em um ou dois dias, para que até o final da semana seja divulgado.
''A comunidade é a razão de existir da Polícia, e esta é a nova doutrina que tentaremos imprimir ao nosso trabalho. Na última mudança de delegado-chefe (na 10 SDP), a população não foi consultada, e não é possível mais admitir uma imposição dessas'', afirmou Oliveira. Ele se referia à entrada do atual delegado-chefe da 10 SDP, Pedro de Jesus Colaço, em março, que substituiu Gílson Garrett Algauer, cuja transferência foi considerada ''autoritária'' e despertou protestos da população.
Segundo Adauto Oliveira, ''muitos nomes'' foram levantados, entre eles o do próprio Gílson Garrett, o do delegado-adjunto da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, ou mesmo o de Colaço. Ontem, o novo delegado-geral conversou com delegados da região, pessoalmente e por telefone, e à tarde esteve no Fórum, reunido com juízes e promotores.
''Foi uma visita de cortesia, ele apenas veio se apresentar. Disse que pretendia fazer um bom trabalho e que a Polícia Civil terá mudanças, mas não especificou quais'', se limitou a dizer a juíza da 2 Vara Criminal, Lídia Maejima. Numa coletiva de imprensa na 10 SDP, no final da tarde, Oliveira chamou jornalistas para conversas em particular e pediu mais sugestões de nomes.
Hoje, o novo delegado-geral deverá voltar ao Fórum e também conversará com componentes do Conselho de Segurança. ''Na primeira semana de gestão, também apresentaremos 10 novos delegados para Londrina. A cidade é a segunda maior do Paraná, ficou meio esquecida e agora tem preferência'', afirmou Oliveira, garantindo que o município também terá à disposição mais viaturas (''pelo menos quatro''), escrivães e investigadores, embora números não tenham sido precisados. Segundo ele, também haverá mudança de chefia em outras cidades do Estado.
Cotado para assumir a cadeira de delegado-chefe, Jurandir André preferiu não comentar o assunto. ''Prefiro aguardar. Agora, concordo com a mudança de doutrina que está sendo anunciada. A Polícia Civil esteve muito longe da sociedade nos últimos anos'', criticou. O atual delegado, Pedro de Jesus Colaço, estava em Curitiba ontem.


