Especial para a Folha
O delegado de Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão), Antônio da Rosa, acusado de usurpação da função pública, foi ouvido anteontem pela Justiça. Com ele prestaram depoimentos Reinaldo Curcio e Lucélia Carvalho, na condição de co-autores. A acusação é dos promotores Guilherme Teixeira e Luciano Machado de Souza. Um advogado designado pela Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) acompanhou os depoimentos.
De acordo com a denúncia dos promotores, Curcio e Lucélia trabalhavam ilegalmente na delegacia e exerciam a função de investigadores policiais, com a permissão do delegado. Ambos participavam de investigações e outras atividades, usando roupas, equipamentos e armas da delegacia.
O delegado Mesias da Rosa alegou em seu depoimento que devido a falta de efetivo na delegacia e de não haver um funcionário de carreira, Curcio foi contratado para cuidar da carceragem e impedir a fuga dos presos. Ele disse ainda que Lucélia é mulher de um investigador e está constantemente na delegacia porque o marido trabalhava cerca de 14 horas por dia e ela ia vê-lo. ‘‘O motivo da denúncia é perseguição pessoal’’, rebateu o delegado Messias da Rosa.

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