O delegado-operacional de Homicídios de Londrina, Joaquim de Melo, encaminhou ontem à 1 Vara Criminal, o pedido de prorrogação da prisão temporária do jovem de 18 anos que foi preso no final de dezembro por suspeita de ter envolvimento no assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos. A estudante foi morta no dia 27 de outubro dentro do campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul) e até o momento o crime não foi esclarecido.
Melo afirmou ter utilizado novos argumentos para embasar o pedido para que o suspeito continue privado da liberdade por mais 30 dias. Sem dar detalhes, o delegado observou que a prorrogação da prisão seria importante ''porque há ainda várias diligências a serem feitas''.
O jovem foi preso no dia 28 de dezembro em uma pensão em São Carlos (SP) depois que a Polícia Civil recebeu informações anônimas de que ele poderia conhecer a vítima e ter se encontrado com ela no dia do crime. No quarto do rapaz, foram encontradas outras evidências como um email sobre a notícia do sepultamento da estudante, com anotações feitas por ele.
Mas para que ele permaneça detido no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), a Justiça precisa analisar o pedido de prorrogação até amanhã. Caso contrário, ele terá de ser posto em liberdade até a meia-noite de domingo. Um pedido de revogação da prisão proposto pelo defensor do suspeito foi indeferido anteontem pelo Tribunal de Justiça.
Amanda foi agredida e esganada na noite de 27 de outubro, durante um festival de música e dança que acontecia no campus do Jardim Piza, onde ela cursava Educação Física. O corpo da estudante só foi descoberto dois dias depois, dentro da sala de máquinas da piscina da universidade. O celular e a bolsa dela desapareceram no dia do crime.

mockup