''Londrina não produz drogas nem fabrica armas. Temos é que encontrar um meio para que essas coisas não entrem aqui. Talvez seja a hora de uma ação integrada inclusive com a parceria da Polícia Rodoviária Federal fazer bloqueios nas estradas de Londrina e do Exército patrulhar as fronteiras brasileiras. Só assim vamos conseguir reduzir o índice de criminalidade, não só aqui mas em todo o Brasil''. A afirmação do delegado-adjunto da 10 Subdivisão, Jurandir Gonçalves André, foi feita ontem, durante uma reunião com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e o vereador Jamil Janene (PDT), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Segurança Pública da Câmara de Vereadores. Janene pediu a reunião para solicitar que a polícia intensifique as ações no combate à violência (veja texto nesta página).
Segundo Jurandir André, em Londrina, as polícias já trabalham de forma integrada mas é preciso que outros órgãos públicos e sociedade organizada também façam sua parte. ''Há um mês estamos com uma operação na favela Nossa Senhora da Paz. Nós entramos lá para acabar com as execuções que estavam ocorrendo ali quase que diariamente. E tivemos sucesso. Neste mês, ninguém foi assassinado ali''. À comunidade, ele pede que
Outro ponto levantado pelo delegado é a participação do Judiciário nessa integração. ''É preciso que o Judiciário e o Ministério Público sejam mais rigorosos na aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente e efetivamente deixem apreendidos os menores de alta periculosidade. Tem um menor em Londrina, com 22 apreensões e suspeita de ter assassinado nove pessoas, que não fica apreendido. Coincidentemente, alguns assassinatos ocorreram logo após as liberações desse menor'', apontou.
Segundo o tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, 60% da ocorrências atendidas pela PM de Londrina envolvem a participação de menores. ''Nessas, há ação de maiores também, mas pelo menos um menor também está envolvido'', disse.
A superintendência da Polícia Rodoviária Federal, em Curitiba, disse que no Norte do Estado a responsabilidade pela fiscalização é da Polícia Rodoviária Estadual. A Folha tentou falar com o comandante interino da 2 Companhia da Polícia Rodoviária, tenente Sidynei Garcia, mas ele não foi encontrado.
Segundo a promotora interina da Vara da Infância e Juventude, Solange Vicentin, os menores infratores só são liberados por causa da ''fragilidade das provas''. ''Se não há provas consistentes, se as testemunhas não aparecem para falar, não podemos fazer nada'', justificou.

mockup