Marta Medeiros
De Maringá
O delegado de Astorga (46 km ao norte de Maringá), Darci Bianchini, 41 anos, disse ontem à Folha que colocou o cargo à disposição e aguarda uma decisão do Departamento de Polícia Civil para o caso. Ele se revelou surpreso com o depoimento do investigador Dirceu Alexandrino, 33 anos, envolvendo outros dois policiais civis e o próprio delegado no furto de um cofre do Banco do Brasil, com R$ 6 mil, ocorrido na madrugada do último domingo. ‘‘Não imagino os motivos que levaram Dirceu a fazer isso’’, afirmou Bianchini.
Um inquérito aberto pela 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP) está apurando o caso, além da Corregedoria da Polícia Civil através de um Procedimento Administrativo Disciplinar. Bianchini disse ainda que durante os 15 anos em que atuou como delegado não havia sido indiciado ‘‘nem para uma investigação preliminar’’, considerada um dos processos mais simples no departamento. ‘‘Estou constrangido pelo que fizeram com o meu nome e com a própria repercussão negativa do caso’’, lamentou o delegado.
Bianchini disse também que em nenhum momento autorizou policiais a participar do furto. ‘‘O Dirceu falou no inquérito que um outro investigador teria dito que eu autorizei a ação, mas isso nunca existiu’’, ressaltou. Bianchini afirmou que está tranquilo com relação à denúncia, mas que não irá permanecer com a família em Astorga. ‘‘Não há mais clima na cidade e infelizmente, apesar de bem instalado com minha família, irei embora.’’

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