Delegado propõe censura moral
Para o delegado-chefe da Polícia Federal de Londrina, José Roberto Morel, o problema das drogas é uma questão moral. As pessoas mais indicadas para resolvê-la, diz ele, são os próprios pais. Ele propõe a censura dos meios de comunicação que banalizaram a problemática das drogas e faz sua programação voltada para a erotização. Obviamente que esta censura não é política, mas moralista.
O juiz Dimas Ortêncio de Mello disse que a solução passa pelo trabalho. A maioria dos jovens infratores comete delitos sob efeito de drogas. E o que provoca o consumo é a fome e a falta de ocupação.
A vereadora Elza Correia, que representou a Associação Londrinense de Saúde Mental, disse que a volta da censura não resolve o problema. Temos é que cobrar do Estado o cumprimento de suas obrigações. Temos o direito de dispor de toda a infra-estrutura necessária para combater o problema, desde a Delegacia Antitóxicos até instituições adequadas para a recuperação, passando por trabalho educacional de conscientização das maléficas consequências das drogas.
Durante os debates, a juíza da 2ª Vara Criminal, Lídia Maejima, propôs que a sociedade exija da Secretaria da Segurança Pública o aparelhamento do Instituto Médico Legal (IML) para que possa fazer exames toxicológicos. Segundo a juíza, todos os casos que necessitam desses exames têm que ser enviados para Curitiba. As resoluções do Fórum serão encaminhadas ao governador Jaime Lerner e ao Secretário de Segurança Pública, Rubens Abrahão Tanure.





