Delegado promete revolucionar conceito de defesa pessoal
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quarta-feira, 09 de maio de 2012
Redação FolhaWeb com Polícia Civil 
A utilização de princípios simples e instintivos, que podem ser úteis para a sobrevivência de um policial em uma situação real de combate é a principal característica do Estilo Livre de Combate para Sobrevivência Policial (Elcospo), método de defesa pessoal criado pelo delegado adjunto da Divisão de Polícia Metropolitana (DPMetro), Alfredo Dib Junior. Os conceitos e a aplicação prática do Elcospo estão sendo repassados a 20 policiais civis, através do curso de introdução, na Escola Superior de Polícia Civil (ESPC), em Curitiba.
Ao longo de anos praticando artes marciais e enfrentando a realidade policial, Dib Junior desenvolveu o novo método para dar ao policial a possibilidade de se defender em um confronto físico. Ele explica que, na maioria das vezes, as artes marciais tradicionais exigem condicionamento físico e treinamento quase que diário para que os respectivos golpes sejam aplicados com perfeição e eficácia.
Para o criador do Elcospo, o objetivo é ensinar todos os policiais num curto prazo de tempo, o que não seria possível com outro estilo de luta. "Nós precisamos de um método simples, rápido, efetivo e principalmente que seja multiplicativo e barato. A nossa proposta não exige qualquer equipamento específico, mas somente uma metodologia especial, altamente didática e prevista dentro de um plano de ensino pedagógico."
Segundo Dib Junior, o novo método já tem 20 anos de existência e foi sintetizado a partir de um estudo do que efetivamente poderia funcionar ou não em uma situação de risco. O novo método foi criado prevendo situações inesperadas. "Não é um estilo de luta e sim um método de sobrevivência. A prioridade é a conservação da vida a qualquer custo. Por isso utiliza as potencialidades mais instintivas e primitivas do ser humano. O objetivo é preservar a vida do policial no momento de risco e aumentar a segurança pessoal dele até que ele consiga algum auxílio, algum socorro", conta.
Pelo método, os policiais são condicionados a utilizar a musculatura e os movimentos instintivos de autopreservação. "A criança não precisa ir para uma academia de artes marciais e treinar por 40 anos para saber cair. Ou seja, nós usamos a musculatura que dá suporte ao corpo naturalmente. Qualquer pessoa, quando é agarrada por alguém, imediatamente reage com a musculatura que está disponível. Nós simplesmente fortalecemos aquilo que a natureza nos deu e dirigimos, com critérios de qualidade, para que tenhamos eficiência", diz.


