Um encontro realizado no Fórum de Londrina ontem de manhã discutiu a situação dos guardadores de carros, conhecidos como ‘‘flanelinhas’’. As duas principais decisões da reunião foram reforçar o policiamento em locais onde há concentração de guardadores e estudar a criação de uma cooperativa para os ‘‘flanelinhas’’.
A reunião foi organizada pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Participaram juízes, representantes das polícias Militar e Civil, Secretaria da Ação Social e Conselho Tutelar.
‘‘Não podemos admitir que o cidadão seja compelido a pagar esses guardadores, que se julgam donos da rua’’, afirma o promotor da 4ª Vara Criminal, Cláudio Esteves. Ele é um dos organizadores da reunião e cobrou uma ação mais efetiva da polícia para coibir a atuação dos flanelinhas.
O delegado da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, disse que ontem mesmo iria intensificar a ronda em frente a bares e casas de shows. ‘‘Obrigar uma pessoa a pagar para ficar cuidando do carro é crime de extorsão’’, observa. Segundo ele, o trabalho de policiamento será feito em conjunto com a Polícia Militar.
Wanderci sugere ainda que em Londrina adote a mesma prática de Curitiba. Ele explica que, naquela cidade, os flanelinhas eram pegos pelos policiais e encaminhados à delegacia, onde era feita uma ficha de cada um deles.
A promotora Solange Vicentin defendeu que o problema dos flanelinhas precisa ser atacado em duas frentes. Além de uma atuação mais ostensiva da Polícia para garantir a segurança dos motoristas, ela afirma que é preciso regulamentar a profissão de guardadores de carros. ‘‘Não devemos desprezar a realidade que existe hoje, que é a falta de empregos’’, afirma. Segundo ela, os flanelinhas poderiam ser agrupados em uma cooperativa ou uma empresa.
A secretária municipal de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, diz que a prefeitura, com ajuda do Conselho Tutelar, intensificará o trabalho de cadastramento dos flanelinhas (adultos e menores de idades) e os locais mais visados. Segundo ela, a secretaria já realiza o encaminhamento de crianças para escolas e os adolescentes para cursos profissionalizantes.Arquivo FolhaPagamento obrigatórioCláudio Esteves: ‘Obrigar uma pessoa a pagar é crime de extorsão’Lucilia Okamura

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