Delegado proíbe visita de religiosos em DP de Londrina
Paulo Ubiratan
O problema de superlotação no 3º Distrito Policial (DP) de Londrina é tão crítico que o delegado Jurandir Gonçalves André decidiu proibir visitas de religiosos como medida de segurança. Ele teme que os presos os façam de reféns.
Anteontem, a todo momento se ouvia gritos de presos, o que refletia a situação de tensão no interior das celas, que estão com lotação duplicada. As 8 celas, que comportam 32 presos, estão com 75. A situação é preocupante, pois este amontoado de presos nas celas cria clima de fuga e rebelião. Estamos esperando o pior, afirmou.
A superlotação também é constatada em outros presídios. A Prisão Provisória de Londrina estava com sua lotação esgotada, com 198 presos. As celas da prisão comportam somente 146 presos. Para o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Acácio Azevedo, em dois anos, a média de presos dobrou em Londrina. O entra-e-sai em nossas cadeias nunca alcançava média superior a 200 presos. Atualmente, se computarmos todos os distritos policiais, vamos observar que a média subiu para 423 presos.
Levantamento da 10ª SDP mostra que no 4º DP estão 30 presos, onde cabem 20. No 2º DP, estão presos homens e mulheres. Na ala feminina, estão 46 presas e na masculina 38. Nestes dois DPs há uma defasagem de 32 vagas. Para o delegado Acácio, a solução do problema prisional de Londrina somente será resolvido com o término da cadeia pública, cujas obras estão paralisadas.





