Depois que um investigador foi reconhecido por um marginal durante uma tentativa de assalto à uma casa lotérica, anteontem, no centro de Londrina, a chefia da 10 Subdivisão Policial (SDP) tomou a decisão de proibir a exibição de imagens de ''policiais de ponta'', aqueles que atuam em grandes operações. Na tentativa de assalto, ocorrida no início da noite de anteontem, o investigador Carlos Roberto de Oliveira, estava na lotérica acompanhado do investigador-chefe do setor de Furtos e Roubos da 10 SDP, Afonso Henrique Takeo Inowe, 44 anos, e foi reconhecido por um dos dois assaltantes. Houve troca de tiros, e Inowe foi ferido com seis tiros. Um dos ladrões foi morto no local e uma funcionária teve ferimentos leves. Inowe foi levado para a Santa Casa e, segundo a assessorida do hospital, seu estado de saúde ontem era regular. Ele foi submetido a uma cirurgia e permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Estava consciente, respirando espontaneamente e já conversava. O policial foi alvejado nos braços, abdômen, tórax e na perna esquerda. O assaltante Daniel Rodrigues de Souza, de 26 anos, levou vários tiros e morreu no local. Até a tarde de ontem, o corpo continuava no Instituto Médico-Legal (IML). O outro assaltante, Antônio Henrique da Silva Freitas, 40 anos, foi rendido pelo investigador Oliveira.
O tiroteio teria começado após um dos assaltantes ter reconhecido o investigador Carlos Roberto de Almeida, que acompanhava Inowe e que havia aparecido horas antes em um programa policial de TV. ''Consta que ele foi reconhecido durante o assalto. Por isso, o pessoal de frente deve evitar exposição na mídia justamente para evitar esses episódios'', orientou o delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André.
Segundo o delegado-plantonista Marcos Belinati, os dois ladrões estavam armados com pistolas calibre 380. Souza, destacou o delegado, seria foragido da Penitenciária de Caxias do Sul (RS) e tinha uma extensa ficha criminal, com passagens por latrocínio (roubo seguido de morte) e homicídio.
Em depoimento prestado à polícia, Freitas teria afirmado que conheceu o comparsa em Florianópolis (SC). Eles estariam há 10 dias em Londrina para visitar parentes de Freitas. ''Ele declarou que decidiram assaltar a lotérica porque pretendiam voltar a Santa Catarina hoje (ontem)'', observou o delegado. Belinati afirmou que a polícia esteve na residência da tia de Freitas e encontrou um revólver calibre 38, um tijolo de maconha e muita munição.
Ele foi encaminhado à Casa de Custódia de Londrina. A polícia descartou a participação de outras pessoas no crime.
Inowe assumiu a chefia da divisão de Furtos e Roubos da 10 SDP, há um ano e meio. filhos. ''Ele é o número um de minha equipe e sempre me acompanha por onde passo'', comentou o delegado-chefe.

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