Delegado pede transferência de presa
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quinta-feira, 23 de maio de 2002
Telma ElorzaReportagem Local 
Porecatu A trabalhadora rural Maria das Dores Silva, 24 anos, acusada de infantícidio e latrocínio, atualmente presa em Porecatu, pode ser transferida para o 2º Distrito Policial de Londrina. O pedido de remoção foi feito pelo delegado daquela cidade Fátimo de Siqueira, depois que Maria tentou o suicídio por duas vezes. A trabalhadora rural responde os processos criminais em Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina), que não tem carceragem para mulheres.
Segundo Siqueira, o pedido de remoção foi feito há 15 dias, depois das tentativas de suicídio. De acordo com o delegado, ele não quer mais que Maria fique na cadeia para evitar complicações. Estou só fazendo um favor em mantê-la aqui, já que Centenário não tem carceragem feminina. Mas se ela morre, eu vou ter a maior dor de cabeça porque sou responsável pela segurança dos detentos, explicou.
O juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, disse que já oficiou o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina para que estude a possibilidade de trazer Maria para a cidade.
A juíza de Centenário do Sul, Roseli Maria Geller, marcou para o dia 28, às 13 horas, os primeiros depoimentos das testemunhas de acusação. A advogada Audici Augostinho da Silva está defendendo Maria das Dores nos crimes de furto, latrocínio, ocultação de cadáver e estelionato contra o barbeiro Manoel Hipólito dos Santos, 67 anos, cometidos em 29 de abril, naquela cidade. Ronival Aparecido dos Santos e José Aparecido dos Santos, também são acusados de envolvimento no caso contra o barbeiro. (Colaborou Emerson Dias)


