Delegado pede quebra de sigilo no caso Banespa
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de março de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
O delegado Márcio Vinícius Ferreira Amaro, de Londrina, encaminhou anteontem para a Justiça pedido de quebra de sigilo telefônico do celular deixado pelos ladrões que assaltaram a agência do Banespa, dia 10 de janeiro. Amaro informou que uma ligação foi feita de Londrina, a partir de um telefone celular pré-pago. No assalto, a quadrilha de cerca de 15 pessoas obrigou o gerente a entregar o nome dos donos de 26 cofres alugados pelo banco. Somente 11 pessoas registraram queixa na polícia e declararam um prejuízo de R$ 1 milhão, entre dólares e jóias.
Amaro também encaminhou ao Fórum solicitação de quebra de sigilo bancário, em São Paulo, de clientes favorecidos pela compensação de cheques que estavam nos cofres. A relação completa de nomes dos locatários dos cofres também foi pedida judicialmente ao Banespa. Até agora o banco ainda não divulgou a lista com os nomes, alegando sigilo bancário. Segundo informações de um bancário que não quis ser identificado, o banco não tinha seguro dos cofres, já que os bens não eram declarados pelos clientes. Dentro dos cofres podia ter tudo, até valores ilícitos.
Ainda segundo Amaro, os nomes dos 11 locatários que prestaram queixa na polícia já foram encaminhados para a Receita Federal. Se a Justiça deferir o pedido do delegado, a relação completa dos 26 locatários dos cofres vai ser entregue à Receita Federal, para investigação da procedência dos bens.


