Delegado pede proteção em passarela
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O delegado de Sarandi (7 km a leste de Maringá) José Maurício de Lima Sobrinho pediu para a Viapar, concessionária responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração, a instalação de telas laterais protetoras nas duas passarelas de pedestres da BR-376. Segundo Lima, pessoas ficam na passarela durante a noite e jogam objetos nos veículos que passam pela rodovia, provocando riscos de acidentes graves. Conforme o delegado, dependendo da situação, a concessionária pode responder por homicídio culposo, além de ficar sujeita a pedidos de indenização na área cível.
As passarelas foram construídas há cerca de dois meses. Na delegacia existem registros de queixas de motoristas com carros danificados e policiais chegaram a apreender menores que estavam em uma das passarelas jogando objetos. Muitos casos nem são registrados porque ocorrem de madrugada e com motoristas de fora que não sabem que providência tomar, disse o delegado.
Lima conta que em um dos casos, o pára-brisa dianteiro do veículo ficou trincado depois de ser atingido por um tijolo. O impacto de uma pedra em um carro a 80 quilômetros pode ser tão violento a ponto do motorista ficar ferido gravemente, morrer ou então provocar acidentes do tipo capotamento, ressaltou o delegado. Para Lima, a instalação de telas seria suficiente para evitar problemas neste trecho da rodovia. A BR-376 é uma das principais vias de acesso para Maringá e divide o município de Sarandi.
Segundo o delegado outro grande problema da passarela é a falta de iluminação. Neste caso, além de não permitir ao motorista visualizar a presença ou não de pessoas na passarela, a falta de iluminação é perigosa também para os próprios pedestres que ficam sujeitos a assaltos, destacou Lima. A Viapar pretende analisar o ofício com o pedido feito pela delegacia.


