O juiz Marcelo Gobbo Dalla Déa, do Juizado Especial Criminal de Foz do Iguaçu, deve decidir até o final da manhã de hoje se acata ou não o pedido de prisão provisória do secretário municipal de Saúde, Sadi Buzanelo, e da diretora da Vigilância Sanitária (VS), Aparecida Maria Steinmacher, solicitado pelo delegado da Polícia Federal de Foz, Jessé Ferry.
Na solicitação encaminhada anteontem à Justiça, o delegado acusa Buzanelo e Aparecida de obstruir investigações policiais, dificultando o resgate de 13 caixas de medicamentos apreendidos em setembro de 1998 e que seriam usadas como provas em um processo de crime eleitoral envolvendo o atual prefeito Harry Daijó. Os remédios, encontrados na época em uma farmácia comunitária que não tinha autorização para funcionar, foram deixados sob os cuidados da VS. Segundo Ferry, desde então os investigadores vêm procurando as tais caixas. ‘‘As investigações de um possível crime eleitoral desdobraram-se no desaparecimento do objeto do corpo de delito, o que remete a crimes mais graves’’, apontou o delegado.
Em uma busca ao prédio da VS, realizada no dia 11 de junho, remédios foram encontrados jogados em um depósito que antes funcionava como lavanderia. Os responsáveis não souberam dizer se os medicamentos pertenciam ao lote desaparecido. Antes de efetuar a diligência, a PF enviou cinco requerimentos à Secretaria de Saúde. Não houve resposta por parte do órgão público.
A Folha procurou Buzanelo ontem, mas uma funcionária da Secretaria informou apenas que ele estaria discutindo o caso com o prefeito e que conversaria com os advogados antes de se pronunciar sobre o caso. Aparecida Steinmacher também não foi encontrada, pois estaria viajando.
O juiz Dalla Déa disse ter recebido os documentos no final da tarde de ontem e que estava analisando o pedido do delegado. ‘‘Devo avaliar o caso até o meio-dia de amanhã (hoje).’’

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