Delegado pede desculpas para vítimas de agressão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de setembro de 1998
Paulo Pegoraro 
O delegado Lino Lopes, chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo (45 quilômetros a Oeste de Cascavel), disse ontem que se realmente houve qualquer procedimento incorreto no episódio envolvendo quatro policiais de Curitiba e quatro moradores da cidade, no último domingo, pede desculpas às vítimas e à comunidade, em nome da Polícia de Toledo. As quatro pessoas sustentam terem sido agredidas a socos e pontapés por integrantes do Grupo Especial de Repressão a Assalto a Bancos (Gerab), que investigavam assaltos na região.
O caso ocorreu após o carro dos policiais ter sido abalroado por uma caminhonete dirigida pelo empresário Osvaldo Celenko, 38 anos, de Curitiba, que estava em companhia do empresário toledano João Bombardelli, 35 anos, e outras duas pessoas. Osvaldo e João afirmam terem sido submetidos à violência física e eles e os demais ameaçados com armas. O caso ainda tem grande repercussão na cidade, porque a família Bombardelli é uma das pioneiras. Os policiais do Gerab já retornaram a Curitiba, e a Polícia local encaminhou o caso à Justiça.
Somente Osvaldo Celenko havia dado declarações à imprensa. João Bombardelli tem preferido manter-se reservado. Seu irmão, Jandir Bombardelli, 32 anos, disse ter tomado conhecimento através da advogada de João, Eliane de Lima, de que a Polícia poderia apresentar pedido de desculpas. Isso seria bem recebido e em parte nos confortaria, afirmou. Mas sugeriu procurar a advogada para falar sobre o assunto. Eliane de Lima preferiu não fazer comentários. Se alguém da Polícia falou comigo eu não sei dizer, disse.
O delegado Lino Lopes frisou que a Polícia realizou os procedimentos que requer o caso, mas não se deve dar ao assunto dimensão maior que a real. Depois de lembrar que os policiais envolvidos não são de Toledo, e que não pode falar em nome da Polícia Civil do Paraná - pois não tenho esta autonomia - salientou que não faria pedido formal de desculpas em nome daquela instituição. Mas, por respeito à comunidade com a qual convivemos, peço desculpas em nosso nome, se houve qualquer atitude errada ou indevida, completou.


