Delegado ouve testemunhas do caso Igapó
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Adriana De Cunto 
O delegado do 6º Distrito Policial de Londrina, Algacir Antonio Ramos, começa a tomar amanhã, às 14 horas, os primeiros depoimentos no inquérito que apura os danos ambientais provocados pelo esvaziamento do Lago Igapó 2, em maio do ano passado. Prestarão depoimento o advogado Walid Kauss, que pediu à promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri, a abertura de inquérito policial; o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Patrulha das Águas, João Batista Moreira; e o presidente da Associação de Moradores do Igapó 2, Ewerton Cangussu.
Com esses primeiros depoimentos, o delegado espera reunir subsídios que esclareçam se houve crime ambiental no esvaziamento do Igapó para conserto da ponte na Avenida Higienópolis obra que ainda não foi realizada.
Algacir Ramos também pediu à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e ao Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) a nomeação de peritos que verifiquem as condições do lago. Em uma outra fase serão ouvidos o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, e o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, entre outras pessoas.
A prefeitura abriu no dia 3 deste mês a licitação para as obras de recuperação do Igapó 2. As empresas interessadas em participar têm até o dia 21 para apresentar as propostas.
Ontem, Walid Kauss iniciou uma coleta de assinaturas de apoio para ingressar com uma ação civil pública pedindo ressarcimentos por danos morais e materiais. A coleta foi realizada ontem na Avenida Higienópolis, próximo ao lago e o objetivo era de conseguir pelo menos 200 assinaturas. Para chamar a atenção, foi colocada no local o monstro do lago Nedson, um boneco imitando um monstro. A assessoria do prefeito Nedson Micheleti (PT) disse que ele não iria comentar o caso. (Colaborou Luciano Augusto)


