O delegado do 6º Distrito Policial de Londrina, Algacir Antonio Ramos, começa a tomar amanhã, às 14 horas, os primeiros depoimentos no inquérito que apura os danos ambientais provocados pelo esvaziamento do Lago Igapó 2, em maio do ano passado. Prestarão depoimento o advogado Walid Kauss, que pediu à promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri, a abertura de inquérito policial; o presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Patrulha das Águas, João Batista Moreira; e o presidente da Associação de Moradores do Igapó 2, Ewerton Cangussu.
Com esses primeiros depoimentos, o delegado espera reunir subsídios que esclareçam se houve crime ambiental no esvaziamento do Igapó para conserto da ponte na Avenida Higienópolis – obra que ainda não foi realizada.
Algacir Ramos também pediu à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e ao Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) a nomeação de peritos que verifiquem as condições do lago. Em uma outra fase serão ouvidos o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, e o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, entre outras pessoas.
A prefeitura abriu no dia 3 deste mês a licitação para as obras de recuperação do Igapó 2. As empresas interessadas em participar têm até o dia 21 para apresentar as propostas.
Ontem, Walid Kauss iniciou uma coleta de assinaturas de apoio para ingressar com uma ação civil pública pedindo ressarcimentos por danos morais e materiais. A coleta foi realizada ontem na Avenida Higienópolis, próximo ao lago e o objetivo era de conseguir pelo menos 200 assinaturas. Para chamar a atenção, foi colocada no local ‘‘o monstro do lago Nedson’’, um boneco imitando um monstro. A assessoria do prefeito Nedson Micheleti (PT) disse que ele não iria comentar o caso. (Colaborou Luciano Augusto)

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