A Polícia Civil de Maringá abriu novas frentes de investigação para tentar descobrir o paradeiro do médico Francisco de Assis Coimbra Jr., 38 anos, desaparecido desde a manhã da última quarta-feira, em Maringá. Ontem, o delegado Roberto Fernandes ouviu oito pessoas da família do médico, mas os depoimentos nada acrescentaram ao caso.
Segundo o delegado, dez agentes estão investigando todas as possibilidades que poderiam ter levado o médico a sumir de Maringá, inclusive sequestro. ‘‘Daqui para a frente não podemos descartar nenhuma hipótese. Se foi sequestro, com certeza a quadrilha não é especializada nesse tipo de crime’’, disse Fernandes.
Os dez agentes policiais que trabalham no caso estão investigando famílias de pacientes que morreram durante ou após cirurgias cardíacas realizadas pelo médico Coimbra Jr. Segundo a sócia de Coimbra Jr. na clínica Instituto do Coração Leila Fukuda a média de óbitos registrados nos casos atendidos pelo colega é de 30%, o que está dentro dos padrões medicos.
A possibilidade de vingança pessoal ou crime passional também está sendo investigada. ‘‘Também não podemos esquecer que o médico pode ter sido arrebatado (ou raptado) para fazer cirurgia em algum marginal’’, especulou Fernandes.

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