Delegado negocia cessão de legistas não oficiais
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segunda-feira, 23 de setembro de 2002
Reportagem Local 
Em Londrina, o primeiro dia de greve dos funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) do Paraná e do Instituto de Criminalística (IC), foi marcado por desencontro. Dois corpos, que teriam que ser submetidos à necrópsia, tiveram que ficar na geladeira do IML até que a Polícia Civil arranjasse um médico para fazer os exames. No final da tarde, os dois corpos foram liberados para as famílias.
O IC também não fez a perícia no local de um homicídio, o que pode atrapalhar as investigações do caso. A confusão começou ontem pela manhã, quando dois corpos foram levados direto para a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), onde permaneceram até às 11 horas.
O delegado-adjunto da 10Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, foi até a Acesf, onde conversou com o superintendente Wilson Batini. Minutos depois, André determinou a retirada e o envio dos corpos para a sede do IML, argumentando que o recolhimento de corpos é obrigatório, independente de greve. ''Eles são obrigados a atender serviços essenciais e terão que receber os corpos'', afirmou o delegado. ''Esperamos que a situação se resolva rapidamente. Não podemos ficar transportando vítimas pra lá e pra cá'', criticou Batini.
À tarde, André anunciou que estava negociando a cessão de médicos-legistas não oficiais com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Hospital Universitário. Ele também afirmou que as perícias nos locais de crime seriam feitas por peritos criminais não oficiais e investigadores com curso superior. Segundo o delegado, a medida está prevista em Lei e a validade desses laudos não pode ser contestada judicialmente.


