Delegado não vê ligação entre crimes do PR e SP
O delegado-titular do Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Herbert, não acredita que o catador de papel Belmiro dos Santos, 32 anos, o Jiló, tenha ligação com o sumiço de crianças no município de Rio Claro, no interior de São Paulo. Jiló está preso no Sicride há uma semana. Ele é acusado pelo rapto e morte das irmãs Fabiane, 2 anos, e Tatiane Alves dos Santos, 6 anos, em Curitiba. Fabiane foi morta em agosto de 96 e Tatiane no mês passado.
Herbert observou que o catador de papel não estava em Rio Claro na época em que ocorreram os desaparecimentos de pelo menos seis crianças. Ele mora em Curitiba há 12 anos e os casos de Rio Claro aconteceram há oito anos, relatou. Na época dos crimes, segundo Herbert, Jiló comprovou que estava em Curitiba.
A prisão do catador de papel, que foi denunciado pelo desempregado Saulo Nogueira, 42 anos - o primeiro a ser considerado o principal suspeito pelo desaparecimento das duas irmãs -, atraiu a atenção dos policiais do município paulista. As características de Jiló seriam semelhantes ao retrato falado do maníaco que agiu em Rio Claro.
O delegado Harry Herbert convidou os agentes para virem a Curitiba interrogar Jiló. A data ainda não foi definida.
Acho difícil que os casos de Curitiba tenham ligação com os de Rio Claro, enfatizou Herbert. Ele antecipou que Jiló não será apresentado à imprensa. O acusado manifestou que quer distância dos jornalistas. A conclusão do inquérito policial sobre a morte de Tatiane está prevista para esta semana.
Harry Herbert aguarda o recebimento de laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) para concluir os trabalhos e remeter o processo à Justiça. (D.V.)





