O prazo determinado pelo juiz Alberto José Ludovico para remoção de 14 presos da 2ª Delegacia Regional de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) terminou ontem. O delegado Walter Helmut Echert Júnior não conseguiu vagas para transferência e a carceragem continua com 29 presos.
O juiz determinou a interdição na última quarta-feira em função da superlotação e fixou em 15 a quantidade máxima de presos. Ontem, o delegado afirmou que emitiu ofícios para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Casa de Custódia de Londrina (CCL) e Vara de Execuções Penais (VEP) solicitando vagas, mas foi comunicado que não tinha.
Diante desta situação, o delegado disse que iria enviar ontem mesmo um ofício para o juiz comunicando e situação. ‘‘O que fazer a partir de agora não depende de mim, mas do juiz da comarca e da Secretaria de Segurança Pública’’. A Folha tentou falar com o juiz, mas ele estava em audiência.
A superlotação é um problema enfrentado em cadeias de 18 das 30 comarcas da jurisdição da VEP. Ontem, segundo o juiz Roberto do Valle, da VEP, as carceragens que estavam em piores condições eram as de Apucarana, Arapongas, Assaí, Uraí, Jaguapitã, Cornélio Procópio, Ibiporã, Jacarezinho, Cambé.
Uma das situações mais críticas é a da cadeia de Cornélio Procópio. Com capacidade para 30 presos, ontem estava com 80. Segundo o delegado Agenor do Nascimento Filho, já chegou a 100 presos.
O delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Leonyl Ribeiro, afirmou que não iria se pronunciar sobre a interdição. ‘‘Vou aguardar o resultado destas interdições’’, disse. Na opinião dele a solução para as cadeias superlotadas está na construção de casas de custódia regionais. ‘‘Na região de Londrina são necessárias mais 500 vagas.’’

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