Delegado mantém transferência de policiais
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quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, informou ontem que, dos 12 investigadores que serão transferidos para Londrina, apenas dois tiveram suas portarias de remanejamento revogadas por estarem respondendo a processos disciplinares por faltas graves. O corte de apenas dois nomes destoa da determinação do secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, que, em nota divulgada à imprensa na terça-feira, ''proibiu a remoção de qualquer delegado ou investigador que esteja envolvido, ou mesmo que já tenha respondido, à acusação grave''. Segundo a Corregedoria Geral da Polícia Civil, a metade dos 12 policiais listados para a transferência responde a processos por faltas graves.
Sem esclarecer o motivo pelo qual estão sendo investigados, Ribeiro afirmou que os dois nomes foram vetados porque são os únicos da lista que respondem a processos no Conselho da Polícia Civil e não apenas na Corregedoria. Os policiais são de Itambaracá (46 km a leste de Cornélio Procópio) e de Japira (95 km ao sul de Jacarezinho). Ribeiro afirmou que eles podem estar sendo investigados pelo corregedor mas os processos ainda não chegaram ao Conselho. ''Investigação não é comprovação de culpa'', comentou. Ele também não precisou se esses dois investigadores vetados respondem também a processos penais. ''Quando se faz um procedimento disciplinar, normalmente também se instaura o processo penal'', apontou.
Ribeiro disse que os demais policiais que virão para Londrina serão acompanhados e, havendo problemas, será definido ''se é conveniente eles ficarem ou não''.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública argumentou que Tavares deu todas as orientações ao delegado-geral da PC para que ele fizesse os cortes necessários.
A polêmica em torno da transferência dos 12 investigadores que virão à Londrina para reforçar os seis distritos policiais também já repercute nas cidades de origem desses policiais. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina), José Henrique Marcelino, afirmou que, assim como Londrina não aceita policiais envolvidos em processos disciplinares graves, o município também não os quer. ''Iremos fazer um requerimento à Secretaria solicitando policiais de ficha limpa'', adiantou. Quanto à esse problema, o delegado-chefe da PC afirmou que ''se existir algum fato que torne incompatível o trabalho deles na região'', os policiais poderão cumprir suas funções em atividades que não representem riscos, como serviços burocráticos.


