Mais de 50 investigadores e soldados da Polícia Militar estão à procura dos 21 presos que fugiram na madrugada de ontem da cadeia da 9ª Subdivisão Policial de Maringá. Até o final da tarde de ontem, nenhum dos fugitivos havia sido localizado. A cadeia tem capacidade para abrigar 120 detentos; antes da fuga, tinha 180 presos.
O delegado-chefe Aprígio Cardoso disse que já mandou instalar inquérito policial para apurar as responsabilidades. ‘‘Continuo não acreditando em fuga. Fugir é um dos direitos do preso, pelo menos o de tentar a fuga, está na Constituição. Mas cabe a nós, das polícias Civil e Militar e de todo o sistema de segurança evitar a fuga. Meu pessoal que estava de plantão vai ser ouvido. Chamo atenção para o prédio da Delegacia de Maringá: foi construído há 16 anos, nunca foi feita uma reforma e ele é conhecido na cidade como ‘presídio-manteiga’. Estou há 23 anos trabalhando como delegado. É a primeira vez que ocorre uma fuga comigo na chefia’’, disse.
Dos presos de Maringá, 70% deles já foram condenados e aguardam o julgamento de seus recursos. Há condenados entre 25 e 50 anos de prisão que estão aguardando na cadeia a finalização de seus processos. Os outros 30% ainda não foram julgados.
Entre os que fugiram há detentos perigosos. Por exemplo: Henrique Rodrigues da Silva, 22 anos, condenado a 21 anos de prisão por homicídio e assalto em Londrina e que aguarda ainda julgamento de outros crimes. Marcos Monteiro, condenado a 20 anos por assalto em Londrina, foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, foi recapturado em Maringá. Jorge Luís da Silva Vieira, 32 anos, de Maringá, condenado a 25 anos por furto, porte ilegal de arma e corrupção de menores. E José Nunes Diniz, 35 anos, condenado a sete anos por furto e porte ilegal de arma, aguarda julgamento por crime de estupro.
O buraco por onde os detentos fugiram fica a dez passos de uma das três guaritas da cadeia.

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