Delegado investiga assaltos
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Polícia Civil está investigando três casos de assalto que marcaram o início desta semana, em Curitiba. O mais grave ocorreu na tarde de segunda-feira. Três homens armados entraram numa casa lotérica na Avenita Anita Garibaldi, no Barreirinha, bairro nobre da Capital, e levaram cerca de R$ 3,6 mil em dinheiro do caixa. Eles renderam o segurança e cerca de 15 pessoas (entre clientes e funcionários). Pouco antes de chegarem até o carro, eles foram surpreendidos por uma pessoa ainda não identificada pela polícia e que começou a atirar para evitar que os ladrões fugissem.
''Começou um tiroteio e um dos marginais acabou ferido. Os outros conseguiram fugir mesmo com os tiros. Ninguém soube precisar ainda de onde vieram os tiros'', contou o delegado da Furtos e Roubos, Rubens Recalcatti, que já ouviu os funcionários e uma testemunha do assalto. Duas mulheres ficaram feridas dentro da lotérica. A polícia ainda não sabe precisar se elas foram atingidas pelos assaltantes ou pela pessoa que tentou evitar a fuga dos ladrões.
Outro assalto ocorreu por volta das 19 horas de anteontem, na Rua Capitão Souza Franco, no Bigorrilho, outra área nobre da cidade. Um juiz de direito, cujo nome está sendo mantido em sigilo, teria sido abordado por um guardador de carros armado, que exigiu dinheiro e o relógio. O juiz teria dado os seus pertences, sem tentar reação. Ele conduzia uma caminhonete. Recalcatti conta que o juiz só resolveu reagir quando o rapaz pediu que ele entregasse o carro. ''O juiz é um homem experiente. Ele abriu a porta com força, na intenção de derrubar o rapaz que apontou um revólver para ele. O juiz não teve dúvidas, atirou em legítima defesa'', assegurou o delegado.
O tiro acertou a boca do guardador de carros, que acabou morrendo. O rapaz, que aparentava ter 35 anos e 1,70 m de altura, ainda não foi identificado. Ele era moreno, tinha cabelos pretos e cavanhaque. O caso agora foi repassado para a Delegacia de Homicídios.
A deputada estadual Cida Borghetti (PP) também foi vítima de um assalto. Ela estava indo para o Aeroporto Internacional Afonso Pena no domingo, por volta das 20h30, quando teve o vidro do carro estourado por dois rapazes que moram na Favela das Torres. Um dos rapazes estava armado. Eles levaram a bolsa da parlamentar, com dinheiro e documentos. ''Ela não reagiu quando viu o revólver, mas não saiu do local até que a Polícia Militar chegasse'', informou Recalcatti.
''Esse problema é diário. Adolescentes, drogados que vivem naquela favela sempre cometem esse tipo de delito. Principalmente contra mulheres. Temos feito inúmeras prisões, mas não tem como acabar com isso. Parece que para morar lá, o menino desde cedo precisa tirar diploma de ladrão'', reclamou o delegado.


