O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse ontem, durante o Encontro de Corregedores de Área e Atualização em Polícia Judiciária, realizado na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que quer analisar primeiro as estatísticas sobre a criminalidade em Londrina, antes de decidir se a cidade precisa ou não de mais policiais. Ribeiro disse que veio a Londrina especificamente para discutir esse ponto com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Pedro de Jesus Colaço. Nesta semana, Colaço havia admitido, em entrevista à Folha, que a criminalidade está aumentando e que as Polícias Civil e Militar não estão dando conta por falta de pessoal.
‘‘Quero acompanhar as estatísticas deste ano em comparação com o ano passado, e mês a mês. É preciso saber em que área está mais crítica porque pode ser feito um redirecionamento no trabalho’’, apontou. Segundo ele, não é necessário ampliar o efetivo para se obter resultados positivos. ‘‘É preciso otimizar os recursos que existem e priorizar as áreas mais críticas’’, afirmou.
De acordo com o delegado-geral, a ‘‘migração’’ de alvos dos bandidos a cada operação da polícia significa que eles não foram pegos. ‘‘Em via de regra, é o mesmo elemento que assalta comércio, residências ou pratica outros crimes’’, apontou. Para ele, é ‘‘muito cômodo’’ ficar pedindo mais efetivo. ‘‘Já fiz a experiência. Sempre vai haver alguma justificativa. Pode duplicar, quadruplicar que o resultado é o mesmo’’.,

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